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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

fica bem na moldura

A Cruz Vermelha espanhola (Cruz Roja) fez uma acção em frente ao Museu Rainha Sofia, em Madrid, provando mais uma vez que a simplicidade de uma ideia pode ter um poder impressionante. Como tornar visível o que é ou se tornou invisível é uma questão fulcral no trabalho social. A indiferença instalada, o preconceito, a incapacidade de agir fundada muitas vezes no sentimento de impotência e frustração, têm de ser desmontadas. Como? Desocultando, criando novas e diferentes formas de olhar para um problema, confrontando o outro com a questão de um modo que não dê para respostas automáticas. Numa palavra, impossibilitar o virar de olhos. É uma excelente acção, muito simples mas, de certeza, com um impacto certeiro naqueles que a receberam.


Cruz Roja - Vagabundo from Javier Iñiguez de Onzoño on Vimeo.


Num outro registo, totalmente distinto e bem mais leve, chegou-me aos olhos este filme, em que a "moral da história" é que, realmente, não olhamos uns para os outros. Não prestamos atenção.

Dizem que lá fora é uma selva, mas na selva precisamos estar atentos para ver, o que não acontece realmente.


sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

prendas de Natal VI - o embrulho

Para terminar esta série e mandar definitivamente o Natal para 2009, fica um último post sobre as prendas inimagináveis e megalómanas, contrariando a tendência apresentada no post "prendas de Natal IV"
Todos nós, ou pelo menos alguns de nós, temos desejos "superlativos" e fantasiosos de mega-prendas. Alguns de nós, ou deles melhor dizendo, conseguem realizar esses desejos. Nós contentamo-nos, e bem, em realizar pequenos desejos, com intenções generosas de amor.
Mas os outros desejos existem, tal como as fantasias de "o que é que farias se ganhasses o euromilhões".
Pegando nisso, a Mini fez uma campanha pós-natal absolutamente fabulosa. Atacando mais uma vez a rua, intervindo directamente no quotidiano das pessoas, colocaram perto dos caixotes do lixo uma "embalagem" de um Mini, como se tivesse sido desembrulhada na noite de Natal. O impacto de um caixote de papel gigante no meio da rua é incontornável, provocando tanto estranheza como curiosidade. Podem ver o filme e mais imagens aqui.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Diverte-te

A teoria é simples: a diversão muda o nosso comportamento, isto é, se algo nos diverte fazemo-lo com mais facilidade. Chama-se The fun theory e é uma iniciativa da Volkswagen.
Através de um conjunto de experiências, reúnem pequenas provas desta grande teoria. E, bem feitas como estão, é claro que só podiam resultar.
A iniciativa é mais que uma acção viral. Tem um concurso incluído (até 15 de Novembro, corram!) para ideias loucas e divertidas que ajudem a alterar comportamentos. E se forem delirantes ainda melhor.
A imaginação que esta equipa colocou nestes três exemplos que mostro em baixo podia ajudar-nos a salvar o mundo, parece-me. Com tempo e orçamento, nada como a diversão para pôr as pessoas a fazer o que é preciso. Haja alegria e boas ideias.
A Volkswagen, por outro lado, consegue notoriedade e aumenta a boa onda do consumidor em relação à marca. Admiro sempre o arrojo de certas iniciativas que, no final, se revelam absolutamente redondinhas, cativantes, fascinantes e, quem sabe, alteradoras de comportamentos. Uma grande ideia gera gozo e mais potencial criativo. E aquilo que acontece em Estocolmo passa a ter repercussões globais. Todos podemos partilhar enfim o fascínio pela brincadeira e pela simplicidade.








terça-feira, 11 de agosto de 2009

se um desconhecido te aborda na rua, isso é alzheimer?

Já tenho escrito sobre o poder da rua. Sobre como o impacto de uma campanha é totalmente diferente quando somos confrontados na nossa rotina, no nosso meio. Uma acção de rua, de guerrilha, de intervenção directa, mexe muito mais connosco, dedicamos-lhe muito mais atenção. Torna-se, de algum modo, pessoal.

Ainda estamos no começo disto tudo. Quem sabe, estas situações se vão tornando indiferentes e invisíveis como agora são outdoors, mupis, ou promotores a distribuir papéis no meio da rua. Mas, penso que não, pelo menos não tão cedo deixará de fazer sentido esta intervenção pública.

É claro que tudo isto se torna mais fascinante quando as acções são por boas causas, ou quando são artísticas ou políticas, mas também as marcas têm o seu espaço quando encontram algum motivo significativo para fazerem essa abordagem, para além do "comprem isto, adiram àquilo".

Desta vez, volto à acção de rua com uma campanha de sensibilização para a doença de Alzheimer. Esta acção espanhola mostra como, com tão pouco espalhafato, se pode realmente marcar um público, de uma forma individual e muito pessoal. Vejam a simplicidade desta ideia, com uma eficácia fenomenal.


terça-feira, 14 de julho de 2009

Sede


A UNICEF fez uma acção de rua em Nova Iorque com um impacto extraordinário. Recolheram água suja, engarrafaram-na e colocaram uma "vending machine" a anunciar "Dirty Water".
O filme que podem ver a seguir mostra bem o impacto e o sucesso da acção, mostrando-nos mais uma vez que ideias simples e baratas podem provocar grandes efeitos.
Cada vez se torna mais evidente que para gerar acção nas pessoas é preciso ir ter com elas, surpreendê-las, provocá-las. Na rua, sempre na rua. Já não basta o anúncio bonitinho, é preciso mexer com o dia-a-dia e com a rotina, para fazer a diferença. E quando é por uma boa causa, bem haja o facto de nos alterarem o dia.
E mesmo para quando não funciona para algumas pessoas (como podemos ver no final do filme), funciona para muitas outras. E nessas começará a mudança.