O que acho mais espantoso nesta história é a coragem da decisão. Seres uma mulher portuguesa e decidires mudar completamente a vida, para realizar um sonho pouco previsível num país muçulmano. Não é um caminho simples, fácil ou que outras tenham traçado antes de ti.
Li um artigo sobre ela no i de Sábado (que infelizmente não consegui encontrar online) e fiquei impressionada pelo seu percurso. Estes percursos de vida, que fazem dela uma viagem, desafiando o convencional e o expectável, simplesmente atrevendo-se a seguir uma ideia louca.
Acho que há um paradoxo no português de ser pioneiro e conformado ao mesmo tempo. Vê-se grandes investidas, desenfreadas e arriscadas, e depois muito marasmo.
No final, há uma mulher portuguesa a fazer dança de ventre como poucas. E isso compensa.


